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PROVAI SE OS ESPÍRITOS SÃO DE DEUS


Meus amados, é vital para todos nós servirmos ao Senhor de todo o nosso coração, buscando fervorosamente e compreendendo a Palavra de Deus na sua integridade espiritual, colocando-a em prática imediatamente. Não sirvamos ao Senhor desleixadamente (Jeremias 48.10). Não devemos julgar nem condenar ninguém, mas olhar para nós mesmos para não nos acharmos negligenciando a Palavra que testemunhamos. Contudo, atentemos: o Espírito Santo nos dá discernimento para examinarmos os espíritos. “Amados, não creiais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo” (1João 4.1 | ARC). Dokimazo é a palavra, no grego, para “provai” em 1João 4.1, que significa testar, examinar, provar, verificar, ou seja, testificar se uma coisa é genuína ou não. Os frutos apresentarão o resultado da investigação. É como no caso dos metais: debaixo do fogo, ouro será sempre ouro, prata será sempre prata. No entanto, se houver madeira pintada de dourado, vai virar cinzas na prova. Contudo, após a prova, o que for aprovado, a palavra dokimazo também significa reconhecer, aprovar, julgar valioso. Ora, uma vez que o testemunho de obediência é validado pela prova, a Palavra se mantém inalterada no coração dessa pessoa; o seu valor é testificado pela obediência total ao que a Palavra de Deus diz. No sentido prático, podemos pensar que uma pessoa que recebe repreensão e a aceita de bom grado no coração, fazendo as correções imediatas, testifica ser um espírito nas mãos do Senhor. Por outro lado, quando a repreensão não é aceita, mas desprezada, tal pessoa é identificada como escarnecedora ou tola, pois despreza a correção e dela zomba.

“Provai se os espíritos são de Deus.” A falsa humildade, por exemplo, traz nela a palavra mentirosa e advoga em causa própria; não apresenta frutos de obediência, mas apresenta palavras lisonjeiras para fugir do resultado da prova, camuflando-se numa vida de aparente santificação que não vive. Vejamos o que está escrito no livro de Provérbios: “Como uma camada de escória de prata sobre um vaso de barro, assim é o discurso apaixonado que pode ocultar um coração mau. Embora a sua conversa seja mansa, não acredite nele, pois o seu coração está cheio de sete coisas detestáveis” (Provérbios 26.23,25 | NVI). O termo “sete coisas detestáveis” não significa uma lista de coisas, mas é um simbolismo bíblico que indica a maldade completa, total e profunda de uma pessoa sem temor a Deus. Agora vejamos isto aqui: “Como uma camada de escória de prata sobre um vaso de barro, assim é o discurso apaixonado que pode ocultar um coração mau”. O vaso de barro está disfarçado com o pior da prata, as escórias, ou seja, as impurezas do metal, que são verdadeiramente retiradas para que ela se torne limpa, pronta para se tornar joia. No entanto, ainda pode apresentar algum brilho. Isso equivale a dizer que alguém que tem um comportamento de humildade aparente, diferente da prática de submissão à Palavra de Deus, será diluído na prova. Então, a Palavra nos ordena: “Embora a sua conversa seja mansa, não acredite nele”. Quando se prova ou se examina algo, leva-se em consideração todo o contexto somado, passado e histórico, procedimentos, formas de agir e de reagir em sujeição à Palavra ou não. A Palavra nos sugere que a conversa mansa é uma tática de gentilezas que esconde o que está por trás, embora o Espírito Santo nos revele tudo.

Os frutos, que são a prática daquilo que se fala, estão longe; as atitudes denunciam, falam por si. O Espírito de discernimento que Deus nos dá é para que possamos julgar as coisas mínimas e não participar do banquete da hipocrisia. Por isso, a Palavra do Senhor nos cobra: “Não sabeis vós que os santos [os salvos] hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois, porventura, indignos de julgar as coisas mínimas?” (1Coríntios 6.2 | ARC). O bem, a sabedoria, o Espírito de discernimento, a santidade e a benevolência de Deus devem estar e permanecer em nós, para não julgarmos e condenarmos o que pertence a Deus fazer. No entanto, o Espírito de discernimento e de sabedoria está em nós também para nos conduzir ao julgamento do mundo no tempo apropriado e das coisas mínimas no dia a dia.                                                                                            

Descansamos no Senhor e na força do Seu poder; seguimos os Seus passos para não tropeçarmos; somos sujeitos ao Seu comando para andarmos bem. Amém e amém. Glória a Deus!

Na alegria do Senhor, que é a nossa força,
Abdias Campos, servo do Deus vivo




PROVAI SE OS ESPÍRITOS SÃO DE DEUS