Mensagem de Poder
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COMO O PAI A SEUS FILHOS
Cheio do Espírito Santo, Paulo está falando. “Porque, como bem sabeis, nunca usamos de palavras lisonjeiras [discurso intencionado a agradar por interesse], nem houve um pretexto de avareza; Deus é testemunha. E não buscamos glória dos homens, nem de vós, nem de outros, ainda que podíamos, como apóstolos de Cristo, ser-vos pesados; antes, fomos brandos entre vós, como a ama que cria seus filhos. Assim como bem sabeis de que modo vos exortávamos e consolávamos, a cada um de vós, como o pai a seus filhos, para que vos conduzísseis dignamente para com Deus, que vos chama para o seu reino e glória” (1Tessalonicenses 2.5-7,11-12 | ARC).
O “Ide” do Senhor Jesus implica numa série de ações na vida pessoal, na vida interior e no campo missionário, especificamente. Contudo, uma só ação é regente de todas: o mover do amor de Deus em nós. O amor humano se liga por sentimento, e por sentimento também se desliga; não pode mover nada no Reino de Deus que é eterno. Falamos do amor estável, perene, permanente e forte; falamos do amor de Deus que se manifesta em nós a favor dos outros.
“Porque, como bem sabeis, nunca usamos de palavras lisonjeiras, nem houve um pretexto de avareza; Deus é testemunha.” O apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo de Deus, dirige-se aos seus filhos na fé em Tessalônica, na Grécia idólatra; o apóstolo os retirou do caos da superstição para o Reino da Verdade. A obra verdadeira do Senhor Jesus tem apenas o ingrediente do amor movendo todas as outras ações necessárias a serem feitas. Não tem palavras lisonjeiras, ou seja, não tem bajulação para agradar, com o objetivo oculto de obter uma vantagem pessoal: “Nunca usamos de palavras lisonjeiras.” Não tem motivo de ganância por dinheiro ou bens materiais: “Nem houve um pretexto de avareza”. O fazer da obra de Deus tem Deus como o garantidor da Sua própria obra. Invocá-lO como testemunha é bíblico para os que sabem que estão fazendo a obra do Senhor e não a sua; isso é muito caro. Contudo, quando se faz a obra do homem, como sendo a obra de Deus, ela fica enevoada.
“E não buscamos glória dos homens, nem de vós, nem de outros, ainda que podíamos, como apóstolos de Cristo, ser-vos pesados; antes, fomos brandos entre vós, como a ama que cria seus filhos.” Mais uma vez, a motivação para fazer a obra do Senhor Jesus é manifestada no amor, para a salvação. Não se busca glória dos homens para si mesmo, nem dos que estão ao redor, nem dos que se acham longe; ainda que se tenha direitos, não se deve ser custoso a ninguém para não pôr peso sobre o evangelho de Cristo Jesus. “E não buscamos glória dos homens, nem de vós, nem de outros, ainda que podíamos, como apóstolos de Cristo, ser-vos pesados.” O amor continua a se manifestar. Paulo faz referência a brandura de uma ama. A ama cria os filhos dos outros como ama; dedica-se generosamente a servir. Entretanto, o entranhável amor materno é da mãe; esse é insubstituível nos cuidados naturais. Por isso, a referência aqui é à ama que cria os próprios filhos, porque mais amor tem a mãe por seus filhos do que a ama. “Como a ama que cria seus filhos”, assim é o amor íntegro dedicado a fazer a obra de Cristo. Nisso, sai o profissionalismo e entra o amor que se conecta com o Pai e com as ações do Pai, através do Seu obreiro na terra.
“Assim como bem sabeis de que modo vos exortávamos e consolávamos, a cada um de vós, como o pai a seus filhos, para que vos conduzísseis dignamente para com Deus, que vos chama para o seu reino e glória.” Aos seus próprios filhos, a ama dispensa o cuidado zeloso e o amor entranhável de mãe. O pai aplica a disciplina e o conforto, o amor e a segurança. Isso TUDO tem, por finalidade, conduzir cada um, dignamente evangelizado, para Deus, que chama todos que O ouvem e nEle creem para o Seu Reino e a Sua glória. É assim, meus amados; não há outro caminho. JESUS É O CAMINHO. Ele é amor. Amém e amém! Glória a Deus!
Na alegria do Senhor, que é a nossa força,
Abdias Campos, servo do Deus vivo
